Sábado, 17 de Março de 2007
Pronto, está bem, junto-me à moda do palimpsesto
No post anterior, o sapiente Gibel deu por fim provas de que é humano e não mesmo uma criatura de omnisciência semidivina. Levado ao engano Interpretando com fina ironia pela a legenda “Rep. John Murtha”, atribuiu ao tonitruante sofrível congressista filiação no partido Republicano. Pobre O homem estava a pedi-las.
Mas a emenda foi bem mais gira que aprendi muito com este texto belo como um o soneto. Assisti por fim à estreia aqui na Zona Fantasma dessa curiosa moda maravilhosa inovação que é a correcção de erros deixando a versão manhosa menos perfeita visível e decorada com um belo mas denunciador strikethrough.
Então agora isto de escrever em blogues, além de ser um vício, um motivo compreensível para divórcio, um hábito socialmente reprovável, descobrir a inspiração de criaturas sagazes como o Gibel uma perda de tempo cúmplice do défice, ele que é um supino desperdício de exemplo de partilha de energia mental uma mania que coloca algumas e sem qualquer espécie de dúvidas sobre a saúde um prodígio de vigor erístico dos seus praticantes… então agora também tem de pode ser uma exposição, quase uma teofania, indecente das nossas miudezas inovações processuais? que só um espírito como o dele, sempre alerta, detecta. Temos agora de fazer da cada parágrafo uma espécie de reality show busca de novas soluções estilísticas onde exibimos os nossos deslizes, dotes para a mais fina prosa, as nossas debilidades sagezas gramaticais, os nossos tropeções amplos horizontes lexicais, a pobre amostra de vasta cultura que usa o blogue para inchar como o sapo da fábula? se dar a conhecer a um mundo faminto de saber.
Eu, por mim, quando ando com meias rotas trato de não me descalçar à frente de ninguém (ao contrário do senhor da foto ali em cima). Nas inúmeras ocasiões em que meto a pata na poça, emendo sorrateiramente o erro e faço votos de que ninguém tenha dado pelo triste episódio. espero vir um dia a dominar as subtilezas desta nova arte. Sou muito cioso da minha ignorância humilde vontade de aprender e prezo a privacidade das minhas calinadas. do meu convívio com o mestre.
Mais a mais, não me parece-me coisa máscula admitir um erro em público. Homem que é homem não se admite que se engana. E raramente tem dúvidas, aliás eu até sou muito homem. Mas estou um pouco perdido, ao chegar a este ponto do texto.


publicado por Luis Rainha às 00:04
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2 comentários:
De afixe a 17 de Março de 2007 às 15:44
Este faz-me lembrar o "nosso" texto do lápis azul.

http://bde.weblog.com.pt/arquivo/008975.html

Repara bem nos comentadores e vê as voltas que a vida dá.


De gibel a 18 de Março de 2007 às 23:28
:DD


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