De k a 25 de Fevereiro de 2007 às 08:41
A extrema-direita faz-se valer de uma dupla chantagem. Explora a potencial reserva de preconceitos residente em cada indivíduo.Depois, subverte a lógica do enquadramento democrático dos partidos comunistas.A igreja católica também tem hoje o seu lugar social apesar da nojice que é a sua história. A extrema-direita, lá está, tem o cuidado de não reclamar a ilegalização dos PCs e da extrema-esquerda porque tal significaria reconhecer legitimidade a sua própria marginalização. Ela não diz «ilegalizem-nos também a eles», ela diz «legalizem-nos também a nós». A nuance não é inocente. Pudera. Ela diz que se ensina o multiculturalismo e esquerdices nas escolas. Ela não diz que os jovens não aprendem puto sobre o 25 de Abril e sobre o Estado Novo nas escolas. Ela quer censurar os livros escolares e das bibliotecas municipais, nem que o faça á força de tacos de basebol. Ela diz que me quer defender de alienígenas, mas eu nada lhe pedi. Não pedi guarda-costas culturais, civilizacionais, e muito menos raciais. Ela quer matar. Matar. Matar. Quer matar negros, quer matar indianos, quer matar árabes, quer matar orientais, quer matar judeus, quer matar sul-americanos, quer matar ciganos, quer matar gays, quer matar lésbicas, quer matar diminuídos mentais, quer matar deficientes físicos, quer matar seropositivos, quer matar toxicodependentes, quer matar, quer matar. Quer eliminar tudo o que não cheire ao seu ideal idiota de salubridade. Não reconhece os seus crimes, orgulha-se deles diariamente, e promete reactivá-los a todo o instante. Não lhe reconheço lugar numa democracia. Ela traz sangue no focinho.


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