Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
Justiça impopular


Sou, provavelmente, a única criatura deste país sem opinião formada sobre o “caso Esmeralda/Ana Filipa”. O pai biológico será o monstro sequioso de indemnizações que as turbas linchadoras imaginam ou anda há anos em busca da filha, sendo sempre impedido de a ver pelos candidatos a pais adoptivos? E terão eles passado esses anos fugindo a decisões judiciais ou são mesmo os santos descritos na hagiografia da imprensa lusa?
Só sei que se trata de matéria rija demais para o dente de amadores sabichões e de jornalistas apressados. E sei também que este imbróglio rebenta na cara da sempre volátil opinião pública logo nos dias em que dois ataques da Justiça aos “grandes” ameaçam derreter sem graça nem glória, por via de trapalhadas processuais em torno da validade de escutas e buscas várias: a Operação Furacão — investida contra uma rede de fuga aos impostos, com grandes bancos no centro da tormenta —  e o caso das vendas fraudulentas de bens de empresas falidas.
Depois, venham queixar-se de que as massas são injustas para com os nossos esforçados tribunais.


publicado por Luis Rainha às 16:12
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